Debat macrofilosòfic general

Oct 22, 2019

TEOLOGIAS DE TRIGO, MILHO, ARROZ


Pães estão acendendo velas aos pés de Cristo. É uma imagem surreal que não tem sentido ou aponta para uma imagem muito profunda?

Baseia-se apenas na similaridade formal dos pães e velas, pede para oferecer mais pão e menos velas ou - também - se refere às raízes cristãs em uma teologia do trigo?

Na liturgia católica, o pão se torna o corpo de Cristo, como o vinho em seu sangue. Não é uma chance, nem uma mera anedota, mas uma necessidade teológica substancial.

Trigo e várias formas de pão feitos com cereais de sequeiro (secar ao sol-centeio) alimentaram imensamente os povos das "religiões do livro". Não apenas o cristão com suas muitas confissões, mas também o judaico e o islâmico, com ela própria. Para o povo do Crescente Fértil, os cereais são um presente de Deus e -ao seu redor- é onde talvez a agricultura tenha se desenvolvido. Estava sempre em constante diálogo com a religião.

Os povos do sul e da Mesoamérica adoram o Deus mais importante a quem ele entregou o milho.  Embora tenham sido eles que, autonomamente, criaram outro tipo de agricultura que, além disso, transformou as primeiras e minúsculas espigas que os arqueólogos descobriram, nas relativamente imensas que comemos hoje. No museu Larco (Lima, Perú) estão expostos bastões cerimoniais com sabugo de milho em ouro (foto anexada de G. Mayos).

Até os povos do Extremo Oriente que, de maneira totalmente independente, descobriram, desenvolveram e aprenderam a cultivar arroz em campos inundados, também o cantam como uma oferta de seus deuses. É por isso que também podemos distinguir uma teologia do arroz e uma teologia do milho, que coincidem em não ser monoteístas.

Portanto, não deveria nos surpreender que as ofertas de trigo, arroz e milho em cada uma de suas raízes religiosas diferentes e profundas sejam constantes e constantes ao longo da história. As ofertas de pão para Cristo têm um senso ritual-religioso mais antigo e profundo do que a vela.

Embora a cera possa iluminar e perfumar nossas igrejas, os cereais sempre iluminaram e perfumaram metaforicamente as religiões do livro.

Texto de Gonçal Mayos (traducción de Rodrigo Marzano Antunes Miranda) e imagen de Toni Prat para el libro Poesofies publicado en Badalona: Editorial El Pont del Petroli, en prensa. Contiene 35 poemas visuales de Toni Prat seleccionados y comentados libremente por Gonçal Mayos.
 
Ver las Poesofías:
- LES FOTOS TAQUEN, ELS SIGNES EMBRUTEN
- VÍDEO: POESIA FILOSÒFICA VISUAL DE TONI PRAT
- BIG DATA I PETJADA DIGITAL 

- TEOLOGIES DEL BLAT, PANÍS I ARRÒS
- TEOLOGÍAS DEL TRIGO, DEL MAIZ, DEL ARROZ 

- TEOLOGIAS DE TRIGO, MILHO, ARROZ


3 comments:

toni prat said...

Gosto muito da sua interpretação Gonçal ... e acho ilegível ... mas se as barras de pão com um pavio dentro delas foram feitas pelo homem ... e foi o homem que as separou ... . ???

Gonçal Mayos Solsona said...

A agricultura é desenvolvida pelos povos. Eles o tornam humano (incluindo mulheres que eram essenciais!). É por isso que eles divinam e sacralizam o que lhes permite viver.

Até as teologias concretas são criadas pelos humanos ... obviamente pensando em Deus, o transcendente e o supra-humano.

toni prat said...

Enfim, para colocar meu grão de areia, devo dizer que o espírito deste poema era fazer uma crítica severa ao desperdício de liturgias para as diferentes religiões ...

(parece que importa mais "aparecer" do que levantar pão para os pobres ...)