Debat macrofilosòfic general

May 25, 2019

UNIVERSIDADES E ESCOLÁSTICA


            Ainda que seja palpável que a Revolução científica e a filosofia moderna se originaram em grande medida fora das universidades, estas representaram um importante e dinâmico fator diferencial no que diz respeito a outras tradições. Ademais, tal impulso se transmitiu a outros âmbitos, quando as universidades escolásticas se tornaram ultrapassadas a partir do século XV. Pois a universidade medieval tinha
            uma existência jurídica de corporação que a distinguia como comunidade na qual os estudiosos costumavam gozar de liberdade para debater ao seu alvedrio [e que] as autoridades religiosas e políticas toleravam somente porque não podiam esmagá-la em uma Europa fragmentada. A sobrevivência das universidades proporcionou aos cientistas europeus uma comunidade que os apoiava e não encontrava paralelo em nenhuma outra parte do mundo. A Europa já dispunha de mais de 100 universidades em 1500.[i]

SABER ERUDITO-TEÓRICO E DA PREDICAÇÂO SOCIAL


Como vimos, embora as universidades medievais tenham nascido como estratégia para ganhar liberdade e peso social que lhes desse mais autonomia, seu crescente impacto incitou o Papado e a cada vez mais centralizada Igreja católica a querer controlá-las. Esse conflito animou, por um lado, um profundo debate filosófico; porém também implicou que as práticas efetivas da universidade tendessem a fossilizar-se e que a “escolástica” adquirisse uma rigidez que antes não havia tido.
            Adiante, a filosofia universitária será cada vez menos uma autêntica e livre forma de vida, passando a ser cada vez mais um saber sistemático baseado em um cânone muito concreto e limitado de textos e práticas intelectuais. Assim a lectio será cada vez mais um estrito, “magisterial” e pouco participativo comentário de umas muito concretas e estipuladas autoridades e livros.

INTERIORIZAÇÂO, SUBJETIVAÇÂO E DESSACRALIZAÇÂO DA CULTURA


            Ao final da Idade Média se produz outro significativo fenômeno que, muitas vezes, não se valoriza suficientemente: a leitura, antes feita em voz alta, passa a ser silenciosa. Isso é signo de uma grande mudança na mentalidade e na relação individual com a cultura e com a ideologia.
            Recordemos que a primeira grande expansão do cristianismo veio vinculado a um amplo movimento de aculturação gerado a partir da circulação de uma série de textos bíblicos, neotestamentários ou epístolas como as de Paulo de Tarso entre pequenas comunidades dispersas. Estas estavam unidas pela leitura em voz alta e comentário comum desses escritos compartilhados. Junto com a predicação, esta foi o principal vetor de extensão do cristianismo.

ESCOLÁSTICA E MATEMÁTICAS


            Também devemos considerar entre as contribuições da escolástica (que às vezes são esquecidas) que – na segunda metade do século XIV – o ensino das matemáticas penetra nas Universidades (primeiro em Oxford e depois em Paris). Apesar da importância desse fato para o desenvolvimento posterior da ciência e da técnica, não concordamos com Bertrand Gille quando considera que essa “intrusão” da matemática no ensino escolástico “representava claramente o triunfo da técnica”[i]. Pois na escolástica a matemática foi acolhida basicamente em sua vertente mais teorética e pitagórica. Ora bem, a equiparação do trivium ao mesmo nível que o quatrivium nos estudos universitários e na hierarquia dos saberes é uma clara contribuição escolástica.

REVALORIZAÇÂO DA TÉCNICA E DO PRODUTIVO


            Até a modernidade, incluindo a Idade Média, foi outorgado aos saberes técnicos (techne), produtivos (poiesis) e mecânicos (mechanomai) um pobre valor de verdade, formativo e educativo. Eles foram menosprezados face à ciência (episteme), à práxis (política) ou mesmo à contemplação filosófica. Porém, desde o final da Idade Média, ainda que geralmente em setores alheios à alta cultura universitária, vai crescendo uma difusa mentalidade mais pragmática e que vai reivindicando também os saberes artesanais, manuais, técnicos, produtivos e mecânicos. Seguramente a moderna Revolução Industrial não teria sido possível sem a sólida e relativamente nova aliança entre a nova ciência físico-matemática e os estudos técnicos e as engenharias. Porém, a partir do século XIX tal aliança se tornou tão poderosa que lhe é aplicável o neologismo atual “tecnociência”.

MEDITAÇãO MONOTEÍSTA E METAFÍSICA



            O esboço do modelo mínimo de evolução acerca das (apesar de a Idade Média se construir sobre a destruição do mundo) instituições e culturas medievais só foi possível graças à evolução e as influências tardomedievais. Sem elas não seria possível entender o passo do pensamento mitopoiético antigo (que, no entanto, persiste no mundo rural e na maior parte da população medieval) ao mundo moderno dominado pela ciência e pela técnica.

PASSAR DO MUNDO MEDIEVAL AO MODERNO


Para começar traçaremos um modelo macrofilosófico mínimo que permita orientarmo-nos um pouco no complexíssimo processo que permite passar do mundo medieval ao moderno. Se trata de apontar a preparação medieval das condições históricas e sociais que tornaram possível o chamado “avanço europeu” e o que se convencionou chamar “o sistema dos 500 anos” (Chomsky). Com ele se intentará mostrar que algumas inovações e influências medievais foram chaves para que fosse possível a modernidade.
            O “avanço” europeu se constrói sobre os seguintes pilares básicos:

May 7, 2019

Curs: Polítiques del Desconcert






Polítiques del desconcert

del Brexit a Bolsonaro


Som a l'era del desconcert atesa la gran desorientació de la gent, dels intel·lectuals i de la classe política. S'ha trencat el concert teòric, pràctic, ideològic i de partits de després de 1989-1991. Lluites constituents per concertar-imposar el futur marc global hegemònic amplifiquen forces (p.e. tecnològiques) que escindeixen la societat i impulsen nous marcs antagonitzadors.

Les «polítiques del desconcert» són una problemàtica global amb sorprenents lligams internacionals, que al principi es generaren bàsicament des de les esquerres però que avui ho fan des de la ultradreta.
 
Malgrat que falten coordenades crítiques per orientar-se, hi ha una enorme bibliografia generada en pocs anys. Podem comparar el moment actual amb altres de similars, com els «desconcertants» anys trenta, la caiguda del mur de Berlín i la URSS, l'11 de setembre de 2001 o les guerres neoconservadores.

Noves problemàtiques superen els eixos politicosocials de la redistribució, del reconeixement i del xoc «nosaltres-ells». Es constaten dificultats creixents, com ara la fi del treball massiu, les tecnologies digitals, un nou equilibri geopolític... Cal reflexionar sobre les possibilitats reals que les "polítiques del desconcert" ens obren per al futur a curt i mitjà termini.




PROGRAMA DEL CURS


Dilluns 8-7:


16-18 h Gonçal Mayos (prof. titular filosofia contemporània UB) “Sentit de ‘polítiques del desconcert’”.

18-18'30 h Descans

18'30-19'30 h Borja Muntadas (prof. filosofia La Salle) “Viure i pensar en temps de crisi. Existir polititzant la existència.


19'30-20'30 h Lluís Soler (Sociòleg, filòsof i bibliotecari) "Crisi, populisme i replegament identitari”.



Dimarts 9-7: 


16-18 h José Manuel Estévez (catedràtic filosofia del dret, UB) "La integració europea en el món de la globalització: a partir del Brèxit".

18-18'30 h Descans


18'30-19'30 h Felipe Oyarzun (filósofo, CONICYT-Chile) “Impactos disolventes del mundo digital y las nuevas tecnologías


19'30-20'30 h Ricard Gómez Ventura (catedràtic filosofia IES Fco. Goya) “Entre reconeixement, redistribució i representació: com elaborar un mapa dels conflictes contemporanis".


Dimecres 10-7: 


16-18 h  Xavier Pedrol (titular filosofia del dret, UB) “Transformacions globals i "desconcert" en la democràcia, la participació i la representació".

18-18'30 h Descans
 

18'30-19'30 h Cristian Ruiz Martínez (dret i filosofía, UB) “Discurso confrontacional y mantenimiento o subversión del status quo


19'30-20'30 h Gonçal MayosTrastocant la redistribució, el reconeixement i la relació ‘nosaltres-ells’


Dijous 11-7:


16-18 h David Murillo (prof. titular ESADE) “Crisi del globalisme neoliberal i populisme


18-18'30 h Descans

18'30-19'30 h Alejandro Escobar Vicent (filosofia i humanitats) “El subjecte invisible: privatització i fragmentació del domini públic


19'30-20'30 h Gonçal MayosLa sortida del ‘desconcert’? Què podem esperar?


Coordinador: Gonçal Mayos, professor titular del Departament de Filosofia de la Universitat de Barcelona

Schopenhauer: El món com a voluntat i representació




Schopenhauer i els dos-cents anys de El món com a voluntat i representació


 Curs d'estiu de Els Juliols UB 2019.

Schopenhauer i El món com a voluntat i representació van haver de lluitar en contra d'una forta incomprensió abans de triomfar. Tot i haver-se guanyat un lloc prominent en la història de la filosofia, encara avui és poc llegit, mal comprès i víctima de simplificacions. 

Així doncs, la seva aportació és molt més rica i va més enllà de ser un intent (fallit o reeixit, segons els intèrprets) de superar la crítica de la metafísica de Kant, ser la primera introducció dins del pensament occidental d'idees clau de la reflexió oriental i definir el marc vital des d'on sortirà Nietzsche i la seva resposta al nihilisme.

May 5, 2019

CIUDAD, LIBERTAD, SALUD Y DESARROLLO


Hay una fórmula tardomedieval europea que decía que “el aire de la ciudad libera”. El motivo no era otro que se obtuvieron leyes y decretos que concedían la libertad de movimiento a los siervos de la gleba que conseguían llegar a ciertas ciudades. Así los siervos podían librarse de estar vinculados de por vida y por los llamados “malos usos feudales” a la tierra que trabajaban como aparceros de “sus” señores y que no podían abandonar sin permiso expreso de éstos. 

Esa “liberación” la daban las significativamente llamadas “villasfrancas” o “ciudades libres”, que poco a poco iban surgiendo en la Europa occidental y central. Es significativo que a finales de la Edad Media, las ciudades fueran los núcleos de una vida política más libre, aunque -como veremos- no siempre era más sana higiénicamente.

Hay que coincidir con Henri Lefebvre que a lo largo de la historia las ciudades han sido el centro de la vida política y, por tanto, de la emancipación humana. Es el caso especialmente reconocido de las ciudades-Estado de la Grecia clásica o de la Italia renacentista; ¡pero no són los únicos ni mucho menos!