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Dec 22, 2019

RECONSIDERAR A TORTURA??

Sobre Vingança, Discurso de ódio & Tortura nos oferece uma detalhada fenomenologia e sociologia desses fenômenos complexos. Em sua análise, o professor Simões assume a condenação moral da vingança, ódio e - evidentemente – da tortura.

É por isso que ele se concentra em analisar como - apesar da rejeição ética - múltiplos fenômenos de vingança, práticas de discurso de ódio e tortura persistem em nossas sociedades. Indo um pouco além, ele se questiona sobre sua condição de possibilidade e por que algumas de suas práticas mais abjetas são executadas mesmo em regimes que se pretendem democráticos.

Dec 19, 2019

CORTE O CÍRCULO DE ÓDIO, VINGANÇA E TORTURA

A racionalização da vida sob o estado moderno prometeu cortar a interminável dinâmica social das vinganças, ódios, ofensas e tortura. A Organização das Nações Unidas globalizou essa mesma aspiração, incluindo guerra, extermínio, limpeza étnica, genocídio...

Mas, como Mauro Cardoso Simões observa em Sobre Vingança, Discurso de ódio & Tortura, estamos diante de barbáries desumanas que persistem, embora muitas vezes de maneiras encobertas. E, portanto, devem ser pensadas profundamente. Além da vingança, o discurso de ódio ou a tortura não foram plenamente eliminados hoje. Sobrevivem perturbadoramente, são justificados e até renascem com força incomum.


Dec 18, 2019

ÓDIO, OFENSA, TORTURA E VINGANÇA: DIALÉTICA INFERNAL

O bêbado confessa: “Eu bebo para esquecer!” Mas, quando perguntado, o que é que ele odeia tanto e que precisa perder de vista tão obsessivamente? Ele tem razão em lembrar que, acima de tudo, deve esquecer a tortura resultante de beber! 

O suposto remédio tornou-se o principal desconforto, dor e doença. Obscurece qualquer outra causa que houvesse. O que começou como uma fuga de uma realidade torturante, perde qualquer referência externa e se torna uma autotortura infinita.

Algo semelhante acontece com a vingança, o ódio e a tortura.

Dec 16, 2019

TORTURA ¿RECONSIDERARLA?

Sobre Vingança, Discurso de ódio & Tortura nos ofrece una detallada fenomenología y sociología de esos fenómenos tan complejos. En su análisis, el profesor Simões da por supuesta la condena moral a la venganza, al odio y –evidentemente- a la tortura. 

Por eso se centra en analizar cómo –a pesar del rechazo ético- persisten múltiples fenómenos de venganza, discursos de odio y prácticas de tortura en nuestras sociedades. Yendo un poco más allá, se cuestiona por su condición de posibilidad y por qué algunas de sus prácticas más abyectas son ejecutadas incluso en regímenes que se pretenden democráticos.

CORTAR EL CÍRCULO DE ODIO, VENGANZA Y TORTURA

La racionalización de la vida bajo el Estado moderno prometía cortar las interminables dinámicas sociales de venganzas, odios, ofensas y torturas. La Organización de las Naciones Unidas globalizaba esa misma aspiración incluyendo la guerra, el exterminio, la limpieza étnica, el genocidio… 

Pero como constata Mauro Cardoso Simões en Sobre Vingança, Discurso de ódio & Tortura, estamos ante barbaries inhumanas que persisten, si bien muchas veces de maneras solapadas. Y por tanto deben ser pensadas profundizadamente. Además l
a venganza, los discursos de odio o las torturas no han sido eliminados plenamente hoy. Perviven inquietantemente, son reivindicados e incluso rebrotan con fuerza inusitada.

ODIO, OFENSA, TORTURA Y VENGANZA: DIALÉCTICA INFERNAL

El borracho confiesa “¡Bebo para olvidar!”. Pero, cuando le preguntan ¿qué es eso que tanto odia y que necesita perder de vista tan obsesivamente?, solo acierta a recordar que sobre todo ¡precisa olvidar la tortura resultante del beber! 

El presunto remedio se ha convertido en el malestar, el dolor y la enfermedad principales. Oscurece cualquier otra causa que hubiera. Lo que se inició como escape ante una realidad torturante, pierde cualquier referencia exterior y se convierte en una autotortura infinita.

Algo parecido sucede con la venganza, el odio y la tortura.