Gonçal Mayos PUBLICATIONS, Books, Articles...

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Jun 11, 2019

KANT: FILÓSOFO REALISTA DE LA PAZ



Contra el tópico, la paz no ha sido un habitual tema de la filosofía. ¡Aún menos ha sido una cuestión que los filósofos hayan tratado realistamente y en términos colectivos! Dos tendencias han sido las más habituales:

Por una parte se ha deseado tanto la paz que se la ha imaginado con los más engalanados ropajes de la fantasía. Es decir se la ha postulado sin tener en cuenta que se la estaba definiendo como un ideal imposible y utópico. Freud diría que se ha impuesto el principio del placer por encima del principio de realidad, con lo cual se ha fantaseado con una paz idílica e inexistente.

Por otro lado se ha sufrido tanto por la ausencia de paz que se ha sacrificado todo por ella. Especialmente se ha prescindido del Otro y de la necesaria componente colectiva de la existencia propiamente humana. Entonces, los doloridos humanos aterrorizados por la guerra y la discordia suelen tender a apartarse de la sociedad (y también de la realidad) para aislarse. 

Jun 5, 2019

¿TECHO DE CRISTAL DEL BRASIL?


Es el momento álgido de la Guerra fría, pocos años después de la construcción del muro de Berlin y por tanto del radical cierre del “telón de acero” y de la crisis de los misiles cubanos. Con el apoyo de los Estados Unidos donde el presidente Kennedy fue asesinado pocos meses antes, se impone en Brasil una dictadura militar que durará de 1964 a 1985. 

Bajo el efecto adormecedor de los éxitos de Pelé y la Canarinha, el gobierno del país con más católicos del mundo y patria de reconocidos teólogos de la Liberación como Leonardo Boff parece dar momentáneamente la espalda a los aires de reforma que presiden el Concilio Vaticano II y se mantiene políticamente alejado del influjo internacional de movimientos como la revolución cultural maoísta y los llamados “Mayos de 1968”.

May 25, 2019

UNIVERSIDADES E ESCOLÁSTICA


            Ainda que seja palpável que a Revolução científica e a filosofia moderna se originaram em grande medida fora das universidades, estas representaram um importante e dinâmico fator diferencial no que diz respeito a outras tradições. Ademais, tal impulso se transmitiu a outros âmbitos, quando as universidades escolásticas se tornaram ultrapassadas a partir do século XV. Pois a universidade medieval tinha
            uma existência jurídica de corporação que a distinguia como comunidade na qual os estudiosos costumavam gozar de liberdade para debater ao seu alvedrio [e que] as autoridades religiosas e políticas toleravam somente porque não podiam esmagá-la em uma Europa fragmentada. A sobrevivência das universidades proporcionou aos cientistas europeus uma comunidade que os apoiava e não encontrava paralelo em nenhuma outra parte do mundo. A Europa já dispunha de mais de 100 universidades em 1500.[i]

SABER ERUDITO-TEÓRICO E DA PREDICAÇÂO SOCIAL


Como vimos, embora as universidades medievais tenham nascido como estratégia para ganhar liberdade e peso social que lhes desse mais autonomia, seu crescente impacto incitou o Papado e a cada vez mais centralizada Igreja católica a querer controlá-las. Esse conflito animou, por um lado, um profundo debate filosófico; porém também implicou que as práticas efetivas da universidade tendessem a fossilizar-se e que a “escolástica” adquirisse uma rigidez que antes não havia tido.
            Adiante, a filosofia universitária será cada vez menos uma autêntica e livre forma de vida, passando a ser cada vez mais um saber sistemático baseado em um cânone muito concreto e limitado de textos e práticas intelectuais. Assim a lectio será cada vez mais um estrito, “magisterial” e pouco participativo comentário de umas muito concretas e estipuladas autoridades e livros.

INTERIORIZAÇÂO, SUBJETIVAÇÂO E DESSACRALIZAÇÂO DA CULTURA


            Ao final da Idade Média se produz outro significativo fenômeno que, muitas vezes, não se valoriza suficientemente: a leitura, antes feita em voz alta, passa a ser silenciosa. Isso é signo de uma grande mudança na mentalidade e na relação individual com a cultura e com a ideologia.
            Recordemos que a primeira grande expansão do cristianismo veio vinculado a um amplo movimento de aculturação gerado a partir da circulação de uma série de textos bíblicos, neotestamentários ou epístolas como as de Paulo de Tarso entre pequenas comunidades dispersas. Estas estavam unidas pela leitura em voz alta e comentário comum desses escritos compartilhados. Junto com a predicação, esta foi o principal vetor de extensão do cristianismo.

ESCOLÁSTICA E MATEMÁTICAS


            Também devemos considerar entre as contribuições da escolástica (que às vezes são esquecidas) que – na segunda metade do século XIV – o ensino das matemáticas penetra nas Universidades (primeiro em Oxford e depois em Paris). Apesar da importância desse fato para o desenvolvimento posterior da ciência e da técnica, não concordamos com Bertrand Gille quando considera que essa “intrusão” da matemática no ensino escolástico “representava claramente o triunfo da técnica”[i]. Pois na escolástica a matemática foi acolhida basicamente em sua vertente mais teorética e pitagórica. Ora bem, a equiparação do trivium ao mesmo nível que o quatrivium nos estudos universitários e na hierarquia dos saberes é uma clara contribuição escolástica.

REVALORIZAÇÂO DA TÉCNICA E DO PRODUTIVO


            Até a modernidade, incluindo a Idade Média, foi outorgado aos saberes técnicos (techne), produtivos (poiesis) e mecânicos (mechanomai) um pobre valor de verdade, formativo e educativo. Eles foram menosprezados face à ciência (episteme), à práxis (política) ou mesmo à contemplação filosófica. Porém, desde o final da Idade Média, ainda que geralmente em setores alheios à alta cultura universitária, vai crescendo uma difusa mentalidade mais pragmática e que vai reivindicando também os saberes artesanais, manuais, técnicos, produtivos e mecânicos. Seguramente a moderna Revolução Industrial não teria sido possível sem a sólida e relativamente nova aliança entre a nova ciência físico-matemática e os estudos técnicos e as engenharias. Porém, a partir do século XIX tal aliança se tornou tão poderosa que lhe é aplicável o neologismo atual “tecnociência”.

MEDITAÇãO MONOTEÍSTA E METAFÍSICA



            O esboço do modelo mínimo de evolução acerca das (apesar de a Idade Média se construir sobre a destruição do mundo) instituições e culturas medievais só foi possível graças à evolução e as influências tardomedievais. Sem elas não seria possível entender o passo do pensamento mitopoiético antigo (que, no entanto, persiste no mundo rural e na maior parte da população medieval) ao mundo moderno dominado pela ciência e pela técnica.

PASSAR DO MUNDO MEDIEVAL AO MODERNO


Para começar traçaremos um modelo macrofilosófico mínimo que permita orientarmo-nos um pouco no complexíssimo processo que permite passar do mundo medieval ao moderno. Se trata de apontar a preparação medieval das condições históricas e sociais que tornaram possível o chamado “avanço europeu” e o que se convencionou chamar “o sistema dos 500 anos” (Chomsky). Com ele se intentará mostrar que algumas inovações e influências medievais foram chaves para que fosse possível a modernidade.
            O “avanço” europeu se constrói sobre os seguintes pilares básicos:

May 7, 2019

Curs: Polítiques del Desconcert


Polítiques del desconcert

del Brexit a Bolsonaro


Som a l'era del desconcert atesa la gran desorientació de la gent, dels intel·lectuals i de la classe política. S'ha trencat el concert teòric, pràctic, ideològic i de partits de després de 1989-1991. Lluites constituents per concertar-imposar el futur marc global hegemònic amplifiquen forces (p.e. tecnològiques) que escindeixen la societat i impulsen nous marcs antagonitzadors.

Les «polítiques del desconcert» són una problemàtica global amb sorprenents lligams internacionals, que al principi es generaren bàsicament des de les esquerres però que avui ho fan des de la ultradreta.
 
Malgrat que falten coordenades crítiques per orientar-se, hi ha una enorme bibliografia generada en pocs anys. Podem comparar el moment actual amb altres de similars, com els «desconcertants» anys trenta, la caiguda del mur de Berlín i la URSS, l'11 de setembre de 2001 o les guerres neoconservadores.

Noves problemàtiques superen els eixos politicosocials de la redistribució, del reconeixement i del xoc «nosaltres-ells». Es constaten dificultats creixents, com ara la fi del treball massiu, les tecnologies digitals, un nou equilibri geopolític... Cal reflexionar sobre les possibilitats reals que les "polítiques del desconcert" ens obren per al futur a curt i mitjà termini.

Schopenhauer: El món com a voluntat i representació




Schopenhauer i els dos-cents anys de El món com a voluntat i representació


 Curs d'estiu de Els Juliols UB 2019.

Schopenhauer i El món com a voluntat i representació van haver de lluitar en contra d'una forta incomprensió abans de triomfar. Tot i haver-se guanyat un lloc prominent en la història de la filosofia, encara avui és poc llegit, mal comprès i víctima de simplificacions. 

Així doncs, la seva aportació és molt més rica i va més enllà de ser un intent (fallit o reeixit, segons els intèrprets) de superar la crítica de la metafísica de Kant, ser la primera introducció dins del pensament occidental d'idees clau de la reflexió oriental i definir el marc vital des d'on sortirà Nietzsche i la seva resposta al nihilisme.

May 5, 2019

CIUDAD, LIBERTAD, SALUD Y DESARROLLO


Hay una fórmula tardomedieval europea que decía que “el aire de la ciudad libera”. Era por las leyes y decretos que concedían libertad de movimiento a los siervos de la gleba que conseguían llegar a ciertas ciudades. 

Así los siervos podían librarse de estar vinculados a la tierra toda la vida por los llamados “malos usos feudales”. Pues tenían que trabajarla como aparceros y no la podían abandonar sin permiso expreso de sus señores

Esa “liberación” la daban las significativamente llamadas “villasfrancas” o “ciudades libres”, que poco a poco iban surgiendo en la Europa occidental y central. Es significativo que a finales de la Edad Media, las ciudades fueran los núcleos de una vida política más libre, aunque -como veremos- no siempre era más sana higiénicamente.

Apr 23, 2019

Violaciones de derechos humanos, poder y estado

Dos presentaciones-debate del libro:
Violaciones de derechos humanos, poder y estado, coordinado por los profs. André L. F. Dias (coord. Polos de Cidadania, UFMG) y  Gonçal Mayos (UB). Vegeu el post: MACROFILOSOFÍA DEL CONFLICTO: DAMNIFICADOS LOCALES

Apr 16, 2019

CANVIAR Y RESISTIR AL PODER

El programa del XVI Coloquio macrofilosófico “Cambiar el poder y su hegemonia. Resistir en las políticas del desconcierto?” será:

Presentación de Gonçal MayosNuevas bases del Poder y como resistirlas

André Luiz Freitas Dias - Violencia Ética y Poder en el contexto de la minería en Minas Gerais, Brasil

Apr 9, 2019

VÍDEO: POESIA FILOSÒFICA VISUAL DE TONI PRAT




Quantes vegades reproduïm el que odiem? El poema visual ens sorprèn malgrat que és bastant habitual, perquè reflecteix una profunda paradoxa. Sovint no podem sinó repetir en altri allò que rebutgem en nosaltres mateixos.

Se n'adona l'ocell que -en la seva gàbia- té el seu propi ocell engabiat? Respon a algun tipus de vana revenja? Es distreu del seu engabiament? Se li fa més suportable la pròpia situació, si aconsegueix tenir algú altre empresonat? Pateix menys si pot fer patir algú altre. O és l'únic que ha vist i concep?

M. E. Escher imaginava sovint imatges fractals on es reiteraven infinitament situacions d'aquest estil. La nostra vida quotidiana està plena d'aquestes situacions paradoxals. La poesia filosòfica visual ens obliga a adonar-nos-en

Apr 8, 2019

MOVIMENTS SOCIO-POLÍTICS DELS 1960


Conferència i debat sobre "Vigència dels moviments socio-polítics dels anys 1960" amb Lluís Soler, sociòleg i bibliotecari, i Borja Muntadas, filòsof i economista. Presenta: Gonçal Mayos, assagista i filòsof (UB). El 27/04/2019 a les 11 hores a la Sala Verdaguer de l'Ateneu Barcelonès (C/ Canuda, 6 - 08002 Barcelona • Telèfon 93 343 61 21). Cicle “Liceu Maragall. Contra el Poder”.

Mar 22, 2019

WALTER BENJAMIN: SOMNIS I MALSONS

En carta a Scholem del 1934, Benjamin confessa tenir malsons que formen tot un estol de restes de la brutal realitat amagada del nazisme. Malgrat que els narra als amics, dubta d'escriure’ls per a evitar legitimar, dignificar o banalitzar la terrible repressió nazi que els causava. 

L'escriptura pot magnificar o racionalitzar el que hom vol denunciar ja que -com avisava Plató- inevitablement escapa al control de l'emissor. Walter Benjamin ho tem especialment perquè la interpreta com una màquina de lluita per a comprendre la cultura i canviar la societat

Per això en tot moment evita escriure banalment i banalitzadora. El postromàntic Benjamin evita la morbositat (que sovint és una manera d'edulcorar o naturalitzar el que es narra) perquè sol desvirtuar l'arma intel.lectual més potent que havia estat calibrant i millorant tota la vida: l'art d'escriure. 

Mar 11, 2019

Vídeo: diferència sexual i poder


Vegeu el vídeo de la conferencia sobre "Diferència sexual i poder" de Begonya Saez Tajafuerce (professora de Filosofia UAB), amb presentació de Gonçal Mayos -president del Liceu Maragall-, en homenatge a la jornada del 8-3 en favor del reconeixement ple de les dones. Fou el dissabte 16/03/2019 a les 11 hores a la Sala Verdaguer de l'Ateneu Barcelonès.